31.5.12
29.5.12
28.5.12
20.5.12
17.5.12
Esse meu eu que não é tão secreto assim
Que possui imperfeições e defeitos com o medo de transparecer
Que guarda pensamentos lá no fundo da alma
Que omite verdades pela falta de coragem
Esse meu eu que é tão tolo, tão bobo
Que é sonhador e curioso além de tudo
Que é teimoso e indeciso
Que é corajoso, mas tem medo
Esse meu eu de opinião forte que muitos não conhecem
Que ouve mas sofre calada, com medo da solidão
Que já passou por muito no seu mundo inacessível
Que muda de humor e tem pensamentos confusos
Esse meu eu simples e complexo que não tem rima
Que é estranho mas muito normal
Que é contra julgamentos, mas já julgou e foi julgado
Que ama e odeia com facilidade
Esse meu eu que não é tão descritível assim
Que não é tão tolo assim
Que não é tão frágil assim
Que não é tão secreto assim
21.4.12
20.4.12
19.4.12
18.4.12
Nostalgia escrita - Isadora Bersot (ex-aluna)
No dia 04 de abril de 2012, a corriqueira cerimônia do hino recebeu uma honra especial. Além da presença de ex-alunos, ela estaria comemorando os 6 anos da nossa querida Unidade Niterói.
Sou ex-aluna há apenas 3 meses, e, sim, pelo meu acelerado tempo psicológico, já se passaram anos. É lindo rever ex-alunos mais “ex” que eu, e perceber que partilhamos do mesmo sentimento, e é estranho também.
Quando descobri a tabuada, minha reação foi de pasmo. Pensei como um colégio tão tradicional podia ter uma tabuada tão “infame”, “infantil” ?
Pensei errado. Como errei pensando nesses 3 anos... Nossa tabuada é digna de aplausos, gritos, e todas as pompas mais.
Lembro-me de que na minha primeira (horrível) semana de aula no cp2, li frases nos quadros das turmas de 1º ano que diziam: “Aproveitem, passa muito rápido” Como passa rápido? Só tinha se passado uma semana e aquilo já havia se transformado num inferno. Odiei, odiei, odiei. Odiei tudo!
Semana de provas, pafs, testes, trabalhos, aulas, tudo havia se tornado um grande pesadelo. Pensei em desistir por DIVERSAS vezes. Tanto estresse pra quê? Pra envelhecer mais rápido? :P “- Definitivamente, aqui não é lugar pra mim”, pensei.
Pensei me enganando, claro. Após um quase longo período, aquele lugar se tornaria minha segunda casa. Não só pelo tempo que passava por lá, mas pela família nova que eu havia conquistado.
(Muita melação! Já chega)
Hoje, faço minhas as palavras daquela ex-aluna que escreveu tal frase no quadro. Aproveitem, pois passa, realmente, muito rápido.
Hoje, constatei (mais uma vez), que a gente sai do cp2, mas o cp2 não sai da gente.
11.4.12
Entrar no Pedro II é uma viagem rumo ao desconhecido
Tudo se vai, um novo início.
Mas tu, saudosa escola, nos acolhe em teu seio
E em ti mergulhamos, sem receio.
Ah, colégio de tantos amores!
De tantas trocas, tantos valores!
Somos de início estranhos
Mas depois, unidos como um rebanho.
Escola que não apenas ensina, decerto humaniza
Leciona, mas também conscientiza,
Que não doutrina, acaso instiga.
Canto a ti colégio amigo
E com orgulho te digo
3.4.12
Era apenas um sonho, e seus lindos olhos
mais uma vez me constrangeram
E os meus olhos, tão tristonhos
covarde e inutilmente correram,
como se não ver-te, fosse capaz
de simplesmente fazer-me esquecer-te
algo que já é inútil, fútil...
Sei que eu não podia, não devia
mas o que faço eu, se ao te ver
todo meu corpo começa a estremecer
meu coração palpita, minha fala trepida
e então eu só penso em você...
Por favor, não me julgue errado
sou assim mesmo, tímido inseguro
e descobri que por ti estou apaixonado.
Sei que posso estar sendo imaturo
estragando algo tão especial como nossa amizade
porém não posso deixar ir embora
quem realmente, amo de verdade.

Foto e texto de Eugênio Luiz (2102)
Há pouco mais de 6 meses, os habitantes do bairro do Colubandê tiveram uma grande surpresa: o terreno sem destino que fica na Avenida José Mendonça de Campos, atrás da Avenida Maricá, teve um repentino começo de obras. A população não sabia que tipo de obra era aquela Prova disso foi que os operários que amuraram o terreno só sabiam que se tratava de alguma obra de autoria do município.
Muitas especulações foram levantadas a respeito, entre as mais notáveis estavam a criação de um novo Colégio Pedro II, uma outra FAETEC, uma escola da CEFET, um condomínio para desabrigados da chuva e um cemitério. “Isso vai ser um cemitério!”, dizia uma mulher que passava na rua ao lado, “E eu quero ser enterrada aqui!”
Árvores caíram, terra foi levantada, maquinas vieram e foram. Enfim, o tempo passou e veio a placa “Futuro Colégio de Idiomas”, que alegrou os moradores próximos, pelo menos os que se interessavam pelo assunto. Porém a placa não ficou lá pro muito tempo. Dois dias depois de ter sido erguida, uma chuva torrencial pôs a placa no chão e forçou sua total retirada. Lá se ia uma informação.
As obras pararam, recomeçaram, pararam novamente e, então, o ano de 2011 acabou, e ainda chovia.
Segunda semana de janeiro, aparecem duas novas placas no terreno, ambas falando sobre o Programa Caminho Melhor, número do contrato, investimento total, fiscal e empresa executora. O que diferenciava uma placa da outra era o que aguardava no futuro daquele terreno: A placa da esquerda, a mais próxima da Teixeira de Abreu, dizia “Escola de Idiomas”; a placa da direita informava “Construção do Centro de Leitura”. Sim, uma nova biblioteca na cidade.
Para quem desconhece a situação bibliotecária em São Gonçalo, aí vai: atualmente, o município conta com apenas uma biblioteca pública mantida pela prefeitura. Essa, o Centro Cultural Joaquim Lavoura (ou Lavourão), fundada há mais de 80 anos, conta com um acervo antigo, desatualizado e pequeno, contando somente com doações feitas por pessoas, uma vez que a própria prefeitura só manda livros didáticos uma vez ao ano.
Para piorar o caso do Lavourão, o acesso à internet para fins didáticos é possível somente para os maiores de idade, que ainda precisam se cadastrar. Como pode-se notar, a criação desse Centro de Leitura pode ser um grande passo da prefeitura de São Gonçalo.
Porém, essa nova biblioteca não está sendo erguida por bondade em tão pouco tempo. Primeiramente, com o mandato da atual prefeita acabando, com certeza há algum jogo político para que haja continuidade do partido no poder. Segundo, levantar a biblioteca é a parte fácil, a administração terá de ser muito boa para que ela se mantenha, ainda mais com tanto desinteresse dos jovens hoje por livros. Por último, a preocupação de manter a qualidade e uma constante atualização do acervo para o público, com o que há de mais novo e, ao mesmo tempo, que não falte clássicos, sejam nacionais ou internacionais.
Portanto, somente com tempo teremos como avaliar o quão benéfico essa nova biblioteca será para a população gonçalense.
29.3.12


Há exatos cinquenta anos, minha mãe, Telma, se formava engenheira civil pela Escola de Engenharia da UFF.
Ela foi a primeira mulher a ingressar no curso e assim permaneceu até a formatura.
Passou em primeiro lugar no vestibular, era monitora de Cálculo, estudiosa e competente. Durante algum tempo, enfrentou, dentro da faculdade, preconceitos de colegas que diziam que aquilo não era lugar para mulheres... Com o apoio do diretor, do diretório acadêmico e de muitos colegas, reverteu essa situação absurda e passou a representar a Escola de Engenharia em vários eventos. Na formatura, foi oradora da turma.
Agora está aposentada. Sempre trabalhou como engenheira e sempre teve orgulho e amor pela opção que escolheu.
Amanhã, sexta-feira, haverá uma homenagem à turma dela no auditório da Escola de Engenharia da UFF, às 15 horas. Depois, uma homenagem a algumas pessoas, inclusive a ela, na Câmara dos Vereadores de Niterói.
Estão todos convidados.
Nem preciso dizer o quanto minha mãe sempre foi, e continua sendo, exemplo para nós: dedicação, competência, determinação, independência, fuga ao senso comum e, sobretudo, amor incondicional.
Valeu, mãe! Você continua nos mostrando que destruir tabus pode ser extremamente divertido. E SEMPRE vale a pena!







